Assistência Social Marabá - PA
Seaspac: Dia do Assistente Social, profissional comprometido com a dignidade humana
A assistência social tem papel importante na promoção da autonomia de pessoas em situação de vulnerabilidade social. É o profissional da área que é...
15/05/2025 17h47
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Marabá - PA

A assistência social tem papel importante na promoção da autonomia de pessoas em situação de vulnerabilidade social. É o profissional da área que é responsável, no âmbito público, por fazer com que essas pessoas tenham acesso a políticas públicas que lhe proporcionem dignidade e condições para superarem situações de vulnerabilidade. Hoje, 15 de maio é o Dia do Assistente Social.

Na Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac) tem 25 assistentes sociais lotados na sede e nos equipamentos que fazem parte do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) como Centro de Referência da Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e os espaços de acolhimento como o Cipiar, por exemplo. Além disso, há três assistentes sociais cedidos para outras secretarias.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Mônica Thompson, titular da Seaspac

“Os assistentes sociais dos CRAS atuam na prevenção dos riscos, das vulnerabilidades, diretamente com as famílias através do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, através de visitas domiciliares, que é a busca ativa, é entrevista no domicílio. Eles atuam em diversas áreas para fazer com que a família seja alcançada, através dos benefícios eventuais, rodas de conversa, atividades lúdicas, recreativas, para que elas tenham um melhor desenvolvimento humano”, explica Mônica Thompson, titular da Seaspac.

O Creas atua quando há violação de direitos de grupos como crianças e adolescentes, mulheres, pessoas com deficiência e idosos com atendimentos de média complexidade. O centro disponibiliza o Serviço de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) voltado para pessoas em situação de risco ou de violação de direitos. Há ainda, entre os serviços do Creas, as medidas socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei, que o centro ajuda na execução e orientação jurídica.

“Nós costumamos falar que a missão maior da assistência social é a garantia dos direitos, fazer com que a população realmente sinta-se atendida diante do seu direito. Que esse direito não seja violado, que a população consiga ter a sua ascensão naquilo que ela deseja dentro de cada equipamento”, reforça a secretária Mônica Tompson.

Uma das assistentes sociais da Seaspac é Andréa Luna, que é lotada no Creas do núcleo Cidade Nova. De Belém, ela mudou-se para Marabá há quase 20 anos para assumir um concurso estadual. Nessa experiência, teve contato com temáticas relacionadas à violência contra a mulher. Foi quando percebeu que a assistência social poderia ser uma opção. Cursou serviço social e, em 2018, fez o concurso da Prefeitura de Marabá, sendo aprovada. Nessa época, cursava Psicologia. Em 2023, foi chamada nesse concurso e atualmente trabalha no Creas.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Andréa Luna, assistente social (Creas/Seaspac)

“Eu trabalho com idosos. A gente vê a vulnerabilidade dos idosos, violência, violações de direitos, e da zona rural também idosos, crianças e adolescentes. É basicamente violação de direito, abuso infantil, evasão escolar, medida protetiva, que o juiz instaura para aplicarmos. Na zona urbana, é acolhimento, fortalecimentos de vínculo com a família, que às vezes não quer cuidar dos idosos. A gente senta e conversa. Às vezes, fazemos boletim de ocorrência”, explica a assistente social sobre sua rotina no Creas.

Dependendo de cada caso, o trabalho de Andréa pode contar com o apoio do Centro Pop, de acolhimento de pessoas em situação de rua, Ministério Público, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), por exemplo.

Para Andréa Luna, o trabalho realizado pelo assistente social é importante porque ajuda a mudar vidas e a tirar pessoas da situação de vulnerabilidade, de violação dos seus direitos.

“Eu amo meu serviço, amo constituir um relatório no qual eu sei que o meu fazer profissional pode mudar uma vida. Serviço social não é assistencialismo. A cesta básica é importante, mas é mais importante tirar a pessoa dessa questão. Você precisa garantir políticas para que ela saia dessa situação de vulnerabilidade. Autonomia financeira. É um trabalho árduo, pesado. Eu costumo dizer que é um trabalho que chove constantemente no telhado da gente. É um trabalho que a gente mexe com violência, mas é um trabalho que ao mesmo tempo a gente traz esperança, de mudança, de uma vida melhor, de mudança da violação”, afirma.

Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Paulo Sérgio e Derik

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