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Arquitetura verde avança em cidades brasileiras

Com exigências ambientais e clientes mais conscientes, escritórios adotam soluções integradas e eficientes

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
24/06/2025 às 14h50
Arquitetura verde avança em cidades brasileiras
Pexels

A busca por soluções sustentáveis e eficientes tem transformado a atuação dos escritórios de arquitetura em todo o país. Impulsionados por políticas urbanas e por uma demanda crescente por construções inteligentes, os profissionais do setor vêm expandindo seus escopos de trabalho para atender a contextos urbanos diversos e a um público mais atento às questões ambientais. A construção civil, assim como outros segmentos empresariais, tem sua responsabilidade nas emissões globais de gases do efeito estufa, o que reforça a necessidade de práticas mais sustentáveis. No Brasil, iniciativas como o uso de materiais recicláveis e fontes de energia renováveis têm ganhado espaço, promovendo edificações mais eficientes e menos impactantes ao meio ambiente.

Nos últimos anos, a construção civil brasileira passou por uma mudança estrutural, movida tanto por exigências legais quanto por transformações culturais na forma como os espaços são concebidos e utilizados. Além disso, projetos focados em eficiência energética e gestão hídrica têm se tornado cada vez mais comuns, com soluções como telhados verdes, painéis solares e sistemas de reaproveitamento de água, garantindo menor impacto ambiental e maior economia para os usuários.

Esse movimento tem alterado a dinâmica dos escritórios de arquitetura, que deixaram de atuar de forma isolada e se tornaram núcleos multidisciplinares. Arquitetos agora trabalham em conjunto com engenheiros ambientais, urbanistas e especialistas em eficiência energética para desenvolver projetos mais integrados e sustentáveis.

Um exemplo é o Suna Arquitetura, escritório de arquitetura que tem se especializado em soluções bioclimáticas. Em seus projetos, o uso da luz natural, a ventilação cruzada e a escolha criteriosa de revestimentos com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (COVs) são diferenciais que aliam desempenho ambiental e linguagem estética.

“Cada vez mais os clientes procuram soluções que reduzam o consumo de energia e tragam conforto térmico ao ambiente, sem abrir mão da identidade do projeto”, explica Fernanda Moraes, consultora em edificações sustentáveis e membro da Green Building Council Brasil. Segundo ela, o arquiteto exerce hoje um papel estratégico que vai além da concepção visual, sendo fundamental para viabilizar obras integradas ao meio ambiente.

No litoral de Santa Catarina, a verticalização urbana trouxe outros desafios. Em resposta, o escritório de arquitetura tem investido em tecnologias como fachadas ventiladas, telhados verdes e sistemas de reuso de água para equilibrar o impacto ambiental dos empreendimentos de alto padrão. Para a consultora, essas iniciativas se tornam cada vez mais relevantes diante do adensamento populacional e da valorização imobiliária crescente na região.

A troca de experiências entre regiões com perfis urbanos distintos tem sido apontada como um fator que amplia o repertório técnico dos arquitetos. Projetos inicialmente desenvolvidos em áreas rurais, com foco na integração com espaços verdes e abertos, têm influenciado adaptações em centros urbanos. Da mesma forma, soluções aplicadas em grandes cidades vêm sendo observadas em iniciativas no interior.

Além da sustentabilidade, a eficiência operacional tem sido destacada como um fator relevante na construção civil. O uso de ferramentas como a modelagem da informação da construção (BIM) tem sido associado à otimização de processos e à redução de desperdícios. Simulações termoacústicas e plataformas digitais de gestão de obras também vêm sendo utilizadas para aprimorar o planejamento e a execução dos projetos, permitindo maior controle sobre os recursos empregados.

A tendência é que a consolidação da agenda ambiental no setor público e privado continue a impulsionar essas transformações. “Não se trata apenas de projetar edificações, mas de pensar a cidade como um organismo vivo que exige equilíbrio entre desenvolvimento e preservação”, afirma Fernanda Moraes. Para ela, o futuro da arquitetura está na capacidade de compreender as necessidades específicas de cada território e de propor soluções integradas.

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