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Lula inaugura creche e escolas em Breves e lança pacto pela retomada da educação no Marajó

Presidente anuncia retomada de 133 obras paralisadas no arquipélago e defende que gestores que não concluem projetos deveriam ser responsabilizados

Cristivan Alves
Por: Cristivan Alves Fonte: Cristivan Alves
03/10/2025 às 12h37 Atualizada em 07/10/2025 às 09h55
Lula inaugura creche e escolas em Breves e lança pacto pela retomada da educação no Marajó

          O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve nesta quinta-feira (02) em Breves, na Ilha do Marajó, em agenda voltada à educação e ao desenvolvimento social da região. Acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana, do governador do Pará, Helder Barbalho, e do prefeito Xarão Leão, Lula inaugurou a Creche Afonso Brito, duas escolas e anunciou o pacto pela retomada de obras da educação no arquipélago.

 

            O evento reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além de caravanas de diversos municípios marajoaras, como Bagre, Portel, Melgaço, Cachoeira do Arari, Afuá, Curralinho, Gurupá e Oeiras do Pará.

 

Mais de 130 obras retomadas no Marajó

            Durante a cerimônia, o ministro Camilo Santana destacou que o governo federal está priorizando a conclusão de obras inacabadas em todo o Brasil. Apenas na Ilha do Marajó, são mais de 130 projetos paralisados, muitos há mais de dez anos.

“Hoje entregamos duas escolas em Breves e uma em Melgaço. Já são 43 obras retomadas na Ilha do Marajó. Em Bagre, a primeira creche pública estava abandonada há uma década e agora está pronta. Só em Breves conseguimos retomar 24 obras”, afirmou Santana.

 

Lula critica abandono de obras públicas

            Em seu discurso, Lula reforçou a gravidade da situação nacional. Segundo ele, existem mais de 4 mil obras paralisadas em todo o país, das quais 133 estão no Marajó. O presidente também citou que cerca de 14 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida ficaram abandonadas no Pará.

 

            “O gestor público deveria ser preso por não terminar obras de outros governos. O dinheiro é do povo, não de um partido ou de um prefeito. Não podemos aceitar que escolas, hospitais e creches fiquem paradas enquanto as comunidades precisam delas”, declarou.

 

Saúde e educação como prioridades

            O presidente também destacou o programa “Agora Tem Especialista”, que pretende reduzir para até 30 dias o prazo máximo de espera por consultas médicas no SUS.

 

            Na área da educação, Lula relembrou programas de suas gestões anteriores, como Prouni, Reuni, Fies e escolas de tempo integral, além do Pé de Meia, que garante apoio financeiro a estudantes. Ele anunciou ainda incentivos para jovens que cursarem Pedagogia, por meio de uma poupança estudantil.

 

            “Toda mãe sonha em deixar a educação como herança para os filhos. E nós estamos trabalhando para que isso seja realidade, valorizando professores e ampliando oportunidades para os estudantes”, afirmou.

 

Lula também informou que está em tramitação no Congresso uma medida provisória voltada aos pescadores do Marajó, para atender demandas históricas da categoria.

 

COP30 em Belém: “a COP da verdade”

            O presidente lembrou que o pedido para realizar a COP30 em Belém partiu do governador Helder Barbalho durante uma viagem internacional. Segundo ele, a escolha tem como objetivo colocar a Amazônia no centro do debate climático mundial.

 

            “Mesmo sabendo das dificuldades de Belém, aceitei porque precisamos mostrar ao mundo o que é a Amazônia e o que é o Pará. Não queremos a COP do luxo, mas a COP da verdade. Os países que mais poluíram precisam pagar para mantermos a floresta em pé e garantir qualidade de vida para o nosso povo”, disse Lula.

 

            Em tom descontraído, afirmou que pretende “dormir no barco” durante o evento, reforçando sua ligação com a realidade amazônica.

 

Vitalidade e compromisso

            Encerrando sua fala, Lula destacou sua disposição em continuar trabalhando pelo país, mesmo prestes a completar 80 anos.

            “Vou fazer 80 anos com cara de 30. Quem tem uma causa para defender não fica velho. Quando a gente tem uma causa, o cérebro não envelhece”, concluiu.

Foto: Cristivan Alves

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