Domingo, 25 de Outubro de 2026
24°C 34°C
Cametá, PA
Publicidade

Dez estados e o DF têm menor desemprego registrado desde 2012

Em Mato Grosso e Santa Catarina taxa chega a 2,3%

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
14/11/2025 às 23h30
Dez estados e o DF têm menor desemprego registrado desde 2012
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Dez estados e o Distrito Federal atingiram, no terceiro trimestre do ano, a menor taxa de desemprego registrada desde 2012, quando começou a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O recorde de baixa do nível de desocupação foi alcançado pela Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santos, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As onze unidades da federação (UF) se situam no mesmo status do Brasil como um todo, que terminou o terceiro trimestre com o menor desemprego já registrado pela série histórica - 5,6% - conforme divulgou o IBGE no fim de outubro .

Apesar de o estado de Santa Catarina não constar na lista de menor taxa de desemprego já apurada, o estado figura, ao lado do Mato Grosso, como a menor desocupação do país: 2,3%.

Esse patamar representa uma elevação na comparação com o segundo trimestre (2,2%). O IBGE classifica essa variação como “estabilidade”.

A pesquisa

A Pnad apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Leia aqui: número dos que procuram emprego há mais de dois anos cai 17,8%, diz IBGE .

Confira as taxas de desocupação de todas as UF

Santa Catarina: 2,3%

Mato Grosso: 2,3%

Rondônia: 2,6%

Espírito Santo: 2,6%

Mato Grosso do Sul: 2,9%

Paraná: 3,5%

Tocantins: 3,8%

Minas Gerais: 4,1%

Rio Grande do Sul: 4,1%

Goiás: 4,3%

Roraima: 4,7%

São Paulo: 5,2%

Brasil: 5,6%

Maranhão: 6,1%

Ceará: 6,4%

Pará: 6,5%

Paraíba: 7,0%

Acre: 7,4%

Piauí: 7,5%

Rio Grande do Norte: 7,5%

Rio de Janeiro: 7,5%

Amazonas: 7,6%

Alagoas: 7,7%

Sergipe: 7,7%

Distrito Federal: 8,0%

Bahia: 8,5%

Amapá: 8,7%

Pernambuco: 10%

Estrutura econômica

Ao comentar o cenário dos estados com menores taxas de desocupação, o analista da pesquisa, William Kratochwill, apontou que esses estados apresentam patamares historicamente menores.

“A estrutura econômica dessas regiões é a principal explicação para terem números tão baixos, porque cada um tem uma característica diferente”, diz.

“Santa Catarina, por exemplo, é a unidade da federação que tem o maior percentual de pessoas contratadas na indústria, completou.

Para explicar por que estados do Nordeste apresentam taxas de desemprego mais altas, o analista do IBGE lembrou que a região é “sabidamente menos desenvolvida economicamente”, além de baixa escolarização.

“Isso talvez seja um empecilho para que se desenvolva mais economicamente, uma vez que falta mão de obra qualificada para a economia crescer”, disse.

Carteira assinada

O levantamento aponta que oito unidades da federação apresentam percentual de empregados com carteira assinada no setor privado superior à média do Brasil (74,4%):

Santa Catarina: 88,0%

São Paulo: 82,8%

Rio Grande do Sul: 82,0%

Mato Grosso do Sul: 80,8%

Paraná: 80,7%

Mato Grosso: 78,9%

Rio de Janeiro: 76,7%

Distrito Federal: 76,3%

Sete estados não chegam a 60% dos empregados com carteira assinada:

Maranhão: 51,9%

Piauí: 52,4%

Paraíba: 55,3%

Pará: 56,8%

Acre: 58,1%

Ceará: 58,9%

Bahia: 59,3%

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Charlie For Business
Economia Há 6 dias

Charlie For Business atinge 174% de crescimento em relocation

A unidade Charlie For Business, dedicada a empresas e agências de mobilidade, registrou 174% de aumento nos contratos de relocation em 2025, passando de 31 para 85, com ticket médio de R$ 21 mil e estadia média de 62 dias. O crescimento ocorre em ...

ChatGPT
Economia Há 6 dias

Lumu integra solução ao CrowdStrike Falcon Next-Gen SIEM

A integração incorpora dados de comprometimento de rede da Lumu ao Falcon Next-Gen SIEM, proporcionando às equipes de segurança mais contexto para investigar ameaças e responder com maior rapidez

Imagem do Magnific
Economia Há 1 semana

IA transforma empresas e encurta prazo de adaptação

O uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras avança e reduz o tempo disponível para ajustes tecnológicos; a DKP, consultoria em tecnologia da informação, analisa os riscos da demora e indica caminhos práticos para negócios de diferent...

Foto divulgação
Economia Há 1 semana

Dia da Menopausa amplia debate sobre cuidados na maturidade

Celebrada em 18 de outubro, data chama atenção para as transformações vividas pelas mulheres nessa fase e para a necessidade de cuidados que considerem suas particularidades

Ever Contábil
Economia Há 1 semana

Gestão e sobrevivência dos pequenos negócios em 2026

O Brasil atingiu recorde histórico na criação de pequenos negócios em 2025, impulsionado pela facilidade de abertura (média de 21 horas). No entanto, o alto volume de encerramentos e a mortalidade precoce mostram que o gargalo mudou: o desafio não...