Domingo, 25 de Outubro de 2026
24°C 34°C
Cametá, PA
Publicidade

Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

Estimativa para o crescimento da economia é 1,85%

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
06/04/2026 às 10h55
Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano
© Joédson Alves/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio , a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) , a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro , a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual . Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução , entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa , caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3% , de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Charlie For Business
Economia Há 6 dias

Charlie For Business atinge 174% de crescimento em relocation

A unidade Charlie For Business, dedicada a empresas e agências de mobilidade, registrou 174% de aumento nos contratos de relocation em 2025, passando de 31 para 85, com ticket médio de R$ 21 mil e estadia média de 62 dias. O crescimento ocorre em ...

ChatGPT
Economia Há 6 dias

Lumu integra solução ao CrowdStrike Falcon Next-Gen SIEM

A integração incorpora dados de comprometimento de rede da Lumu ao Falcon Next-Gen SIEM, proporcionando às equipes de segurança mais contexto para investigar ameaças e responder com maior rapidez

Imagem do Magnific
Economia Há 1 semana

IA transforma empresas e encurta prazo de adaptação

O uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras avança e reduz o tempo disponível para ajustes tecnológicos; a DKP, consultoria em tecnologia da informação, analisa os riscos da demora e indica caminhos práticos para negócios de diferent...

Foto divulgação
Economia Há 1 semana

Dia da Menopausa amplia debate sobre cuidados na maturidade

Celebrada em 18 de outubro, data chama atenção para as transformações vividas pelas mulheres nessa fase e para a necessidade de cuidados que considerem suas particularidades

Ever Contábil
Economia Há 1 semana

Gestão e sobrevivência dos pequenos negócios em 2026

O Brasil atingiu recorde histórico na criação de pequenos negócios em 2025, impulsionado pela facilidade de abertura (média de 21 horas). No entanto, o alto volume de encerramentos e a mortalidade precoce mostram que o gargalo mudou: o desafio não...