Quarta, 07 de Outubro de 2026
23°C 35°C
Cametá, PA
Publicidade

Clientes ainda procuram agências quando a crise já começou

Estudo da Knewin mostra que 98,5% das agências de comunicação recebem demandas de clientes em momentos de crise e 76,5% conquistam novos clientes nessas situações; grupo focal aponta caminhos para uma atuação consultiva e preventiva.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
07/10/2026 às 07h13
Clientes ainda procuram agências quando a crise já começou
Gerado por IA /Knewin

A crise de imagem segue como uma importante porta de entrada para as agências no mercado de comunicação corporativa. Dados da segunda edição do estudo O Panorama da Gestão de Reputação Empresarial no Brasil | Edição 2026, produzido pela Knewin, empresa especializada em soluções de gestão da reputação, mostram que 98,5% das agências de comunicação e relações públicas ouvidas recebem demandas de clientes em momentos de crise. Além disso, 76,5% afirmam conquistar novos clientes quando empresas estão em situação de crise de imagem.

O levantamento foi realizado por formulário online entre outubro e dezembro de 2025 e ouviu 166 profissionais com experiência direta em gestão de reputação: 68 de agências de comunicação e relações públicas e 98 de marcas e empresas. Os dados sobre crise referem-se às respostas das agências. A pesquisa também teve uma etapa qualitativa, com um grupo focal formado por lideranças de agências e consultorias, conduzido pela Knewin e pelas curadoras do estudo, Tatiana Maia Lins e Sheila Magri.

Agências são acionadas quando "o incêndio já está grande"

Segundo o grupo focal, a gestão de reputação no Brasil permanece predominantemente reativa. O acionamento das agências ocorre quando a crise já está instalada, cenário descrito pelos participantes como "o incêndio já está grande". Na avaliação do estudo, essa lógica impede o planejamento antecipado e faz a reputação funcionar mais como resposta do que como vantagem competitiva. A atuação preventiva aparece com mais frequência entre clientes de agências boutique, de perfil mais especializado.

A forma como os clientes enxergam o tema ajuda a explicar o cenário. Na visão das agências, 38,2% dos clientes tratam a reputação principalmente como um tema de comunicação e imagem, e 36,8%, como um risco a ser mitigado em momentos de crise. Apenas 25% a consideram um ativo estratégico de longo prazo. Questionadas se os clientes associam reputação principalmente à gestão de crises, as agências registraram média de 3,7 em uma escala de 0 a 5, o que o estudo classifica como concordância moderada.

Briefings incompletos dificultam a prevenção

O grupo focal aponta que muitas organizações ainda tratam a reputação como item operacional ou de comunicação, acionado somente quando surgem riscos visíveis, o que cria lacunas entre o planejamento estratégico e a comunicação corporativa. A qualidade das demandas reforça esse quadro: grande parte chega às agências de forma superficial e sem contexto estratégico. Os participantes estimam que apenas 10% das empresas apresentam briefings detalhados quando o assunto é gestão de crise.

Para identificar riscos, as agências recorrem principalmente ao monitoramento de mídia e redes sociais (80,9%), a pesquisas de percepção com stakeholders, os públicos de interesse de uma organização (61,8%), e a demandas pontuais dos clientes (55,9%). A gestão de crises com protocolos estruturados é usada por 51,5% delas. Já o fortalecimento de estratégias de prevenção de crises e mitigação de riscos é citado como tendência para os próximos anos por 19,1% das agências.

Do papel reativo à atuação consultiva

Parte das agências já se posiciona além da execução. Em uma questão que admitia mais de uma resposta, 79,4% afirmam atuar em um modelo misto entre consultoria estratégica e execução, 33,8% exercem principalmente consultoria e definição de diretrizes e 10,3% atuam majoritariamente na execução de ações definidas pelo cliente. A antecipação de riscos e oportunidades é feita em conjunto com o cliente em 58,8% dos casos e fica principalmente com a agência em 38,2%. Apenas 3% apontam o cliente como principal responsável.

Entre as implicações apontadas pelo estudo está a necessidade de as agências assumirem papel consultivo, propondo metodologias, mapeamento de stakeholders, métricas de impacto e estruturação de briefings. Os participantes do grupo focal descrevem as agências como "guardião das boas perguntas", capazes de estruturar o problema do cliente, identificar objetivos e resultados esperados e priorizar públicos e métricas de sucesso.

O grupo focal também considera inválido o conceito de "blindar" a marca, diante de múltiplos stakeholders, da alta exposição digital e da inevitabilidade de erros humanos. Em seu lugar, ganham espaço estratégias como o colchão reputacional, construção contínua de credibilidade para amortecer impactos negativos, e a movimentação estratégica de stakeholders, com mapeamento, priorização e engajamento proativo de públicos-chave.

A pesquisa completa está disponível em https://www.knewin.com/pesquisa-gestao-reputacao-empresarial-brasil-2a-edicao/.

Sobre a Knewin

Fundada em 2011, a Knewin atua no fortalecimento da gestão de reputação e da exposição estratégica de marcas, combinando inteligência de dados, tecnologia e comunicação para apoiar decisões. Suas soluções ajudam organizações a monitorar cenários, compreender percepções, identificar riscos e oportunidades e construir conexões com seus stakeholders.

Para mais informações, basta acessar: https://www.knewin.com/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Assessoria de Imprensa
Tecnologia Há 4 horas

Com avanço da IA, Copyleaks expande sua atuação no Brasil

A Copyleaks, empresa global em integridade acadêmica e análise de conteúdo por Inteligência Artificial, anuncia sua expansão para o Brasil por meio de uma parceria com a ENG DTP & Multimídia. Referência global em integridade acadêmica, empresa tra...

Ludos Pro
Tecnologia Há 6 horas

Mercado de ensino experiencial crescerá 18,5% até 2032

A adoção de simulações e plataformas de aprendizagem experiencial, que substituem manuais por trilhas interativas, deve impulsionar um crescimento de 18,5% ao ano no mercado até 2032, segundo projeções e estudos de organizações como Training Indus...

Foto: Freepik
Tecnologia Há 7 horas

Como a dublagem nasce e amplia o acesso ao audiovisual

Da tradução à interpretação, processo reúne profissionais e tecnologia para aproximar histórias de diferentes públicos; All Dub Estúdio assina tradução, direção e dublagem de “A Princesa e o Plebeu”

Divulgação Opera Capital
Tecnologia Há 9 horas

Opera Capital celebra cinco anos e mais de R$12 bi operados

A Opera Capital, companhia catarinense que soma mais de 179 mil operações de crédito e atende mais de 500 cidades brasileiras, reuniu 950 pessoas em celebração aos seus cincos anos, com palestra de Otaviano Costa

Marketing Unimed
Tecnologia Há 11 horas

Unimed João Pessoa está entre os 50 maiores do Brasil

Operadora ocupa a 31ª posição nacional no anuário Valor 1000, após encerrar 2025 com faturamento bruto superior a R$ 1,3 bilhão e manter trajetória de expansão da carteira e da rede própria.