No ano em que o samba de cacete se tornou patrimônio cultural e imaterial do estado do Pará, Cametá se despede de Eduardo da Cruz Moia ou, como sempre fora conhecido, Mestre Eduardinho. Do samba de cacete ele fez sua vida, atuando na existência e na resistência deste ritmo africano ancestral e que tanto representa a cultura da Amazônia Tocantina, porque os tambores cantam também o siriá e o banguê e, além disso a luta, as vivências e a sabedoria daqueles que constroem essas região. Assim como a Mestra Iolanda, Eduardinho também era morador da conhecida rua do Pilão, reduto cultural do samba de cacete na zona urbana do município, da mesma geração e feito da mesma força e alegria em divulgar a nossa cultura. Aos 90 anos, Mestre Eduardinho nos deixa um legado imenso e um exemplo de apreço por aquilo que nos representa e é nossa identidade. Siga em paz, mestre, obrigado por tudo. Os tamboros sempre cantarão teu nome.