
Cametá, PA — Com um passado rico e de grande importância para o judaísmo brasileiro, a cidade de Cametá recebeu hoje a visita de uma comitiva da comunidade judaica de Belém do Pará, liderada pelo Rabino da capital. A iniciativa buscou reforçar os laços históricos e destacar a relevância da comunidade judaica na formação cultural da região amazônica.
O cemitério judaico de Cametá, considerado um marco do judaísmo na Amazônia, foi um dos locais visitados. Ele simboliza o ponto de partida de uma história que remonta a mais de 200 anos, quando Cametá se destacou como o maior centro de vida judaica do Brasil.
O professor Pedro Chaves, estudioso das tradições locais, destacou a necessidade de valorizar esse legado: "Cametá é um patrimônio cultural do judaísmo no Brasil. É crucial manter viva a memória dessas famílias, que ajudaram a moldar a identidade histórica da Amazônia."
Um dos filhos ilustres de Cametá é o Rabino Hamú, figura de grande influência no judaísmo amazônico. Sua trajetória reflete o impacto que essa comunidade teve, levando adiante valores de fé e conhecimento que transcenderam gerações.
Hoje, a presença judaica em Cametá resiste através de algumas poucas famílias que mantêm suas tradições em uma pequena sinagoga em Mocajuba, sob os cuidados da família Benassuly e de outros descendentes. Esse pequeno núcleo representa a força da memória e a resiliência de uma cultura que, mesmo diante das mudanças e desafios, permanece viva.
A visita foi marcada por momentos de rezas e reflexão, reafirmando o compromisso com a preservação do legado judaico.
A revitalização desse elo com o passado demonstra o papel essencial da comunidade judaica na Amazônia e fortalece a importância de proteger a história e as tradições que moldaram a identidade cultural da região. Cametá, com sua rica herança, continua a ser uma fonte de orgulho e inspiração para o judaísmo no Brasil.

