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Nova Sinagoga Marca o Renascimento do Judaísmo em Cametá e Mocajuba

Redação
Por: Redação
11/12/2024 às 17h07 Atualizada em 11/12/2024 às 17h12
Nova Sinagoga Marca o Renascimento do Judaísmo em Cametá e Mocajuba
Imagem do espaço onde será inaugurado a Sinagoga de Cametá/Mocajuba - Beit Shalom

 Em um evento que combina fé, tradição e história, a nova Sinagoga Beit Shalom será inaugurada na cidade de Mocajuba, simbolizando um importante marco na preservação do judaísmo na região Tocantina e amazônica. A cerimônia de inauguração ocorrerá em um momento crucial, celebrando a rica herança da comunidade judaica local.

Na última segunda-feira (9), uma comitiva israelita liderada pelo Rabino Aron Kurc visitou as cidades de Cametá e Mocajuba para conhecer melhor a história e a comunidade local. Durante a visita, foram destacados pontos significativos, como o cemitério judaico de Cametá e a famosa presença dos botos em Mocajuba.

A área, que inclui Cametá, Baião e Mocajuba, é reconhecida por historiadores como um importante centro de imigração judaica na região. Durante o período colonial, essas cidades abrigaram uma das comunidades judaicas mais antigas do Brasil, predominantemente formada por famílias sefarditas que chegaram após a abertura dos portos brasileiros a nações amigas, em 1814.

A antiga sinagoga de Cametá, estabelecida oficialmente entre 1824 e 1825, foi inicialmente chamada de Beit Shalom (Casa da Paz) e mais tarde registrada como "Sinagoga dos Hebraicos". Antes da formalização, as reuniões religiosas ocorriam de forma clandestina, em locais como os fundos de comércios e nas cozinhas das residências dos judeus das cidades e vilas da região. A família Cohen, originária de Carapajo e do rio dos Cohen (Rio Guajará de Cima), se destaca como uma das primeiras a se estabelecer na localidade.

Graças à tolerância religiosa promovida pelo governo imperial, a comunidade conseguiu florescer, deixando um legado que ainda se reflete hoje.

A Resistência ao Longo dos Séculos

Apesar dos desafios enfrentados pela comunidade judaica ao longo dos anos, cerca de seis famílias ainda mantêm vivas as tradições religiosas em Cametá e Mocajuba. Entre elas estão os Cohen, Benassuly, Benshimon, Chaves, Brunner, Sarraf, Berardelli e Pinto, que se uniram na restauração da antiga comunidade e na construção da nova Sinagoga Beit Shalom.

"A nova sinagoga é um renascimento. É um local onde nossas famílias podem se reunir para rezar e praticar a fé, como faziam nossos antepassados", afirmou o Dr. Everton Benassuly. Ele enfatizou a importância do novo espaço para a união da comunidade e a continuidade das tradições familiares.

Um levantamento histórico revela que a comunidade judaica de Cametá era composta por famílias que viviam distribuídas entre as cidades de Cametá, Mocajuba e Baião. Entre as famílias antigas registradas em Cametá estão Bensimon, Cohen, Levy, Israel, Tobelem, Zagury, Azancot, Serruya, Benchimol, Azulay, Nahon, Abecassis, Benoliel, Benarrosh, Bentes, Abensur, Benzecry, Pires, Bermeguy, Laredo, Sicsu, entre outras. Em Mocajuba, notam-se as famílias Benassuly, Sabbá, Manesch, Sarraf, David, Bendelak e Sefarty, enquanto em Baião destacam-se Azancot, Bohadanna, Bensaquem, Namias, Benahon, Ephima, Favacho, Moreno e Perlaz.

A reconstrução da sinagoga e o fortalecimento da comunidade representam um acontecimento significativo que une fé, tradição e resiliência, reafirmando o papel do judaísmo na rica tapeçaria cultural da Amazônia.

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Eraldo Bentes Há 2 anos Belem Pará Boa tarde, como faço para chegar a mocajuba. Giataria de visitar a sinagoga Beit. Eraldo Bentes.
Francisco RiosHá 2 anos Santa Inês-MAAleluia!Sou maranhense da cidade de Santa Inês e saúdo a todos os membros dessa comunidade judaica do baixo Tocantins. Sem nenhum exagero,a descendência desse povo em toda a Amazônia deve chegar a dezenas de milhares!.
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