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Copom eleva Selic a 14,25% ao ano e prevê nova alta em maio

Órgão do Banco Central divulgou ata da última reunião, realizada em meados de março, em que aponta alta de um ponto porcentual na taxa Selic como n...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
04/04/2025 às 15h56
Copom eleva Selic a 14,25% ao ano e prevê nova alta em maio
Imagem de pikisuperstar no Freepik

A taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, foi elevada em um ponto percentual (pp) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) ainda em março e chegou a 14,25%. O órgão do BC também sinalizou uma previsão de aumento menos significativo para maio, conforme divulgado pelo portal de notícias especializado em economia e investimentos InfoMoney.

O InfoMoney também assinalou que a alta prevista para maio levaria a taxa ao menos a 14,50% e que, de acordo com o relatório semanal de mercado do BC Focus mais recente, a expectativa é de altas de 0,5 pp em maio e de 0,25 pp em junho, o que elevariam os juros a 15,00%.

André Oliveira, sócio da Consórcio Fast, explica como a alta da taxa Selic afeta o crédito tradicional e o financiamento de bens e serviços no Brasil. “Existem muitos fatores que podem guinar a oferta de créditos em geral. A taxa Selic tem papel direto e quando elevada, o crédito fica mais caro, basicamente levam as pessoas e empresas a investirem menos em seus projetos atuais e principalmente os futuros”.

Segundo Oliveira, é nesse cenário de juros elevados que o consórcio pode se tornar uma alternativa mais vantajosa para consumidores e investidores. “Com a taxa Selic elevada, consequentemente o crédito fica mais caro e muitas vezes inviável. Uma das opções é o consórcio. Quando feito de maneira planejada, ele pode se tornar atraente, pois não existem juros e sim taxa de administração, que pode variar bastante de acordo com cada administrador e prazo”.

Cenário econômico aumenta demanda por cotas e facilita venda

A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) destacou a funcionalidade do consórcio como autofinanciamento e alternativa de investimento, que possibilita a ascensão do poder aquisitivo do consorciado, e mostrou que o crescimento do setor em 2024, com alta de 7,8% no volume de venda de cotas, esteve dentro do previsto, entre 6% e 8%, no final do ano anterior.

De acordo com a organização, em novembro de 2024, o total de consorciados ativos subiu 9,1%, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e alcançou 11,22 milhões de participantes ativos. O montante acumulado em negociações feitas entre janeiro e novembro de 2024 atingiu R$ 354,13 bilhões, 20,6% acima do valor de 2023.

O sócio da Consórcio Fast revela que a empresa tem observado um aumento na procura por cotas de consórcio devido à alta da Selic. “O aumento significativo da procura por cotas novas, em andamento e contempladas, tem relação direta com o custo de crédito mais alto e o cenário acaba por impactar positivamente na facilidade de venda das cotas de consórcio. Com a demanda mais alta, as administradoras podem abrir mais grupos ou alocar novos consorciados em grupos com vagas, gerando grupos mais saudáveis”.

Oliveira esclarece que a conjuntura de alta demanda nas contratações de cotas de consórcio leva muitos consorciados a alterarem o planejamento e não utilizarem as cotas. Uma forma de reaver parte do valor pago no consórcio é a venda da cota.

Conforme alerta o especialista, alguns fatores devem ser observados por quem deseja entrar em um consórcio nesse momento do mercado. “As melhores estratégias incluem avaliar primeiramente qual o objetivo da compra do consórcio, se o investimento ou a retirada do bem e em que prazo”.

Para Oliveira, a definição é fundamental, pois se a necessidade na retirada do bem for breve, deve-se observar qual o valor do lance a ser ofertado para contemplar a cota, já que no sorteio a possibilidade é remota. “Também é importante considerar qual a administradora contratar e a taxa de administração cobrada”, reforça.

Para 2025, a ABAC prevê um crescimento de 8,0% so Sistema de Consórcios, considerando aumentos de 20,0% para os imóveis, 10,0% para veículos pesados, 6,0% para os veículos leves, 2,0% para as motocicletas, 23,0% para os eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e 10,0% para os serviços. 

Para mais informações, basta acessar: consorciofast.com.br/

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