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A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA EM BAIÃO

No dia 26 de novembro de 1889, no paço Municipal de Baião, foi feita a adesão à República

Camila Favacho
Por: Camila Favacho
15/11/2024 às 17h01 Atualizada em 15/11/2024 às 17h27
A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA EM BAIÃO

Após  Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, assume, em 16 de novembro, a Junta Governativa Paraense, formada por Justo Leite Chermont, José Maria do nascimento e Bento José Fernades Júnior.

Por ordem da referida Junta, no dia 24 de novembro, sobem o rio Tocantins, a vapor, os delegados encarregados de proclamar a república na região. Chegam de surpresa à Baião no dia 26, trazendo a novidade. Rapidamente reuniram um pequeno número de cidadãos na sede Municipal, atual “Casarão dos Seixas”, que os receberam de forma calorosa.

Os vereadores João Fellippe dos Santos Tocantins, Daniel Francisco Freitas, Benedicto Mendes Coelho, José Gonçalves da Ponte e Fulgencio Dias da Rocha prestaram juramento de adesão à forma republicana, assim como as autoridades  e o povo. Alguns portugueses presentes na solenidade pediram permissão para deferir juramento público e solene à nova forma de governo. O presidente da Câmara Antônio José Correa Seixas aceitou o pedido e lhes deferiu juramento.

Após a solenidade, foi providenciado e servido um banquete aos delegados que, no mesmo dia, seguiram para Mocajuba, onde, as 22 horas, realizaram a solenidade de proclamação na Câmara daquele município. As comemorações em Baião seguiram e, durante a noite, repetindo a tradição dos atos em homenagem ao 15 de agosto, quando o Pará aderiu a independência, os baionenses iluminaram a frente de suas casas e fizeram passeatas gritando vivas, com música e fogos, agora em respeito a adesão a República.

Em decorrência do Decreto nº 226, de 28 de novembro de 1890, é instalada, na data de 14 de fevereiro de 1891, um marco institucional da República: a comarca de Baião, cujo primeiro magistrado é Felisberto Bezerra Montenegro, e o primeiro promotor Aprígio Manoel do Nascimento, natural da Vigia e cunhado do Coronel Seixas. No mesmo ano, incentivado pelo clima de euforia republicana, Aprigio Manoel do Nascimento, fundador da Sociedade Vigiense 31 de agosto, cria, em Baião, a Sociedade Literária Baionense 15 de novembro, cuja composição era formada pela elite local que se reunia na sede da intendência.

"Viva á Republica Brazileira!

Viva o General'ssimo Deodoro da Fonseca!

Viva o dr. Justo Chermont!

Viva o dr. Paes de Carvalho!

Viva o decr. n. 226 de 28 de Novembro de 1890!

Viva o dia 15 de Novembro!

Viva o dia 14 de Fevereiro!

Viva o dr. juiz de direito d'esta comarca !

Viva a comarca de Baião!

Viva o povo baionense!"

Baião, 14 de Fevereiro de 1891. Francisco Peregrino dos Santos Tocantins

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