
O homem acusado de cometer estupro de vulnerável em um voo de São Paulo a Belém pagou uma fiança de R$ 28,2 mil após ser detido no aeroporto da capital paraense na segunda-feira (2). Ele conseguiu a liberdade provisória às 11h25 desta quarta-feira (4). A vítima é um adolescente de apenas 13 anos.
A defesa do acusado apresentou o comprovante de pagamento da fiança e solicitou à Justiça a liberação na tarde de terça-feira (3). A decisão da Justiça Federal estipulou um valor próximo a R$ 30 mil para que ele pudesse obter a liberdade provisória.
A audiência de custódia do suspeito foi realizada em Belém pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará e impôs ao ele algumas restrições:
• Proibição de utilizar transporte coletivo, tanto terrestre quanto aéreo;
• Proibição de contato com a vítima e seus familiares;
• Recolhimento noturno compulsório em domicílio;
• Uso de tornozeleira eletrônica.
Investigação
A vítima, um adolescente, estava viajando com os pais em um voo de Guarulhos (SP) para Belém, mas se encontrava sentado ao lado de estranhos. De acordo com a Polícia Federal, um dos passageiros começou uma conversa que evoluiu para uma atitude que se configurou como importunação sexual. Como a vítima tem menos de 18 anos, o incidente é classificado como estupro de vulnerável.
A PF explicou que, durante o voo, o garoto deixou seu assento e revelou o ocorrido ao pai, que discutiu com o suspeito. Para evitar uma possível agressão por parte de outros passageiros, o homem foi levado ao banheiro da aeronave.
Após a aterrissagem, por volta da 1h da segunda-feira (2), agentes da PF no aeroporto entraram na aeronave para retirar o passageiro suspeito do crime. Ele foi detido em flagrante e conduzido ao sistema prisional do Pará.
Em comunicado, a Azul, companhia aérea responsável pelo voo, afirmou que "o protocolo estabelecido foi seguido pela tripulação, que prestou toda assistência necessária aos demais passageiros", além de reafirmar que "repudia qualquer manifestação ou comportamento inadequado que cause constrangimento a seus clientes e tripulantes" e que "segue à disposição das autoridades".